HISTORIA DO TIME DO ATLÉTICO GOIANIENSE

DÉCADA DE 30
1937 – Fundação do Clube

No dia 02 de abril de 1937, os jovens idealistas Edison Hermano, Nicanor Gordo, Afonso Gordo, Alberto Gordo, Armando, Benjamim Roriz, Ondomar Sarti, João de Brito Guimarães, João Batista Gonçalves, se reuniram no Bairro de Campinas no salão do sobrado do Hotel Pouso Alto, na Avenida 24 de outubro, em frente a Praça Joaquim Lúcio, e decididos fundaram o que é hoje o clube mais antigo de Goiânia, o Atlético Clube Goianiense. As cores do clube foram uma homenagem a Flamengo e São Paulo, clubes que nutriam a torcida de parte dos fundadores do Atlético.

O Atlético é um clube de origem popular, sua fundação está ligada diretamente a uma iniciativa comunitária, fruto da ação de moradores e pequenos comerciantes do tradicional Bairro de Campinas e da Vila Operária. O bairro anteriormente era uma cidade e passa à condição de bairro para se tornar a principal base de apoio para a fundação da capital, Goiânia, que ocorreu em 1933.

No início de sua trajetória o Atlético teve como grande rival o Goiânia. Sendo os times mais antigos da capital tiveram uma rivalidade e hegemonia que se deu entre o final dos anos 30 até fim dos anos 50. Só nas décadas de 60, o Vila Nova, e na de 70, o Goiás, entram no cenário das disputas e conquistas.

O Atlético também foi o primeiro time a ter um campo de futebol próprio, o Estádio Antônio Accioly, ao qual celebra jogos desde os anos 30.

DÉCADA DE 40
A década de 40 foi marcada pela conquista de três títulos estaduais: 1944, 1947 e 1949.

Além do pioneirismo em ser o primeiro campeão goiano da História, em 1944, e ainda de forma invicta, foi também nessa década que o Atlético se tornou o primeiro time goiano a dar projeção e revelar um grande jogador para o Futebol Nacional e seus grandes centros. Washington da Silva, o “Goiano”, que levou o Atlético a conquistar o título do Campeonato Goiano em 1947 acabou chegando ao Corinthians, tendo levado o time corintiano ao bicampeonato paulista no início da década de 50 e sendo considerado um dos maiores zagueiros da história da equipe, fazendo parte da galeria de ídolos do alvinegro.

Também nos anos 40 exportou o jogador Pedro Tocafundo foi para o Atlético-PR e, em seguida, para o Palmeiras-SP. E ainda tivemos o craque Dido, que em 1948 se transferiu para o São Paulo e depois foi para o futebol italiano. Ambos os atletas formados na base atleticana e campeões com o Atlético em 1944 e 1947

DÉCADA DE 50
Atlético conquista duas taças do Campeonato Goiano, as duas de forma invicta, em 1955 e 1957, se tornando o maior campeão invicto da história da competição (1944, 1955, 1957).

Os times base campeões na década de 50 eram em sua maioria oriundos da base do clube e também moradores do Bairro de Campinas, ou seja, um time genuinamente Campineiro.

Nos anos 50 se destacam jogadores como Fábio, Epitácio, Tonho Oscar, Aldo e Plínio, entre os vários craques que ostentaram a camisa rubro-negra.

Nessa década o clube afirma ainda mais o seu pioneirismo no futebol goiano, foi o primeiro clube do Estado a vencer um grande time brasileiro, o São Paulo, do craque da Seleção Brasileira Zizinho, por 1×0 no Estádio Olímpico, em 1958.Nesse mesmo ano se tornou o primeiro time goiano a disputar uma partida internacional, em 1958, contra o selecionado de Vila Rica, do Paraguai, também no Estádio Olímpico.

É na década de 50 que o Atlético passa a ser chamado de ‘Clube do Povo’ e “Locomotiva Rubro Negra”, apelidos que passam a fazer parte da vida do clube.

DÉCADA DE 60
Em 1964 o Atlético conquista o Campeonato Goiano, em 1968 é o campeão da Copa Goiás e em 1961 e 1967 fica com o vice-campeonato estadual.

As maiores façanhas do Dragão na década de 60 porém se dão a nível nacional. O Atlético vai ostentar as melhores colocações de um time goiano na Taça Brasil, reconhecida pela CBF como a “Série A” do futebol nacional daquela época, e que ocorreram em 1965 e 1968, sendo que em 1965, ficou em 10.º lugar e em 1968 ficou na 6.ª colocação, sendo eliminado da competição apenas para o time do Cruzeiro, que tinha, entre outros, estrelas como Piaza, Tostão, jogadores estes que levaram o Brasil ao Tri-campeonato Mundial pela Seleção na década de 70.

É nesse período que o Dragão revelou o jogador Luizinho, que fez muito sucesso no Rio de Janeiro, indo para o Vasco da Gama e sendo campeão do Torneio RJ-SP de 1966. Destaca-se que na década de 60 a maior rivalidade do futebol goiano era entre Atlético e Vila Nova, os clubes de maior torcida.

DÉCADA DE 70
O Dragão já inicia a década com uma conquista fabulosa, em final emocionante sagra-se Campeão Goiano em 1970 em partida contra o Vila Nova.

Em 1971, o Atlético conquista o primeiro título nacional da historia do futebol goiano: o Torneio da Integração Nacional, uma competição equivalente à época ao Campeonato Brasileiro da Série B que temos hoje. Neste torneio, o Atlético venceu o time da Ponte Preta, que havia sido vice-campeã paulista no ano anterior. Esse torneio envolveu 16 times de 10 estados diferentes. Os principais times do país que não estavam na série A em 1971 estavam neste torneio, que envolveu clubes das cinco regiões do país, inclusive os rivais locais: Goiás e Vila Nova. Foi a partir desse campeonato que o futebol brasileiro voltou os olhares para o futebol goiano.

Uma grande façanha dos anos 70 veio da arquibancada e não dos campos, foi obra do torcedor atleticano. Em 1973, a Revista Placar promoveu um concurso nacional para saber qual o clube mais querido de cada Estado. Quem ganhou o concurso foi o Atlético, e a partir daí ficou conhecido como “ O time mais Querido dos Goianos”. É por isso que está estampado no ônibus do Atlético até os dias de hoje esse slogan: “O mais querido dos Goianos”. Isso não se deu sem motivo, o Atlético é um clube de raízes comunitárias, e foi o time mais popular, que ostentou a maior torcida do fim dos anos 30 até o início dos anos 70.

Se nos anos 70 o time passa por um jejum incômodo de títulos, por outro lado não deixou de montar equipes fortes e mesmo de golear várias vezes seus rivais locais e, ainda, revelar de sua base muitos craques para o futebol nacional. Em 1977 a Seleção Brasileira de Juniores convoca o atacante Baltazar, do Dragão, para o Campeonato Mundial da categoria. Baltazar depois batizado de “Artilheiro de Deus” formou-se desde as categorias infantis até jogador profissional no Atlético, sendo o artilheiro recordista de uma edição do Campeonato Goiano, com 31 gols, no Campeonato de 1978. O “Artilheiro de Deus”, crescido e criado no Bairro de Campinas, chegou a ser campeão com a Seleção Brasileira na Copa América de 1989, foi campeão brasileiro com Flamengo e Grêmio, e no Atlético de Madrid se consagrou artilheiro do Campeonato Espanhol, figurando entre 06 maiores artilheiros da história do Campeonato Espanhol em uma única temporada, ao lado de craques como Messi e Cristiano Ronaldo. Além disso, Baltazar é o maior artilheiro do Brasil em uma única edição da competição espanhola, a frente de Neymar, Ronaldo, Romário e Rivaldo.

Ainda no fim dos anos 70, o Atlético revelou o habilidoso jogador Gilberto, que foi Campeão no Fluminense em 1980.

Em 1979 o time voltou a disputar o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, época em que contava com os craques Itamar, Gilberto, Reinaldo e Bugre.

DÉCADA DE 80
No primeiro ano da década o Dragão disputa o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, chamado à época de Taça Ouro. Nesse ano de 1980 o Atlético venceu equipes como Grêmio, Vasco da Gama e Bahia e entre os 44 participantes se classificou na 23ª colocação. Foi um ano onde se destacaram os jogadores Chiquito, Valtair, Alcino e Luis Poiane. O rubro-negro goiano volta a disputar a 1ª divisão nessa década ainda em 1986 e 1987.

É nessa década que o Atlético acaba com um jejum de 14 anos sem conquistar nenhum campeonato, o último havia sido o Torneio da Integração Nacional de 1971. No ano de 1985 o Dragão conquista o Campeonato Goiano sobre o Goiás, é vice-campeão em 1986 e 1987 e volta a faturar o título em 1988 sobre o adversário alvi-verde com um elenco recheado de craques formados na base.

As categorias de base do clube se afirmam mais uma vez como um celeiro de craques, no final da década de 80 revela importantes jogadores da base para o profissional como: Valdeir, também conhecido como ‘The Flash’, que foi para o Botafogo, sendo ali vice-campeão brasileiro, e posteriormente compondo o elenco campeão mundial com o São Paulo em 1993, e além disso foi no futebol francês com o craque Zidane no Bordeaux. Valdeir foi convocado 27 vezes para a Seleção Brasileira sendo titular na maioria das vezes.

Também nessa leva de craques que foram formados e campeões com o Atlético temos Júlio César “Imperador”, que foi Campeão Brasileiro pelo time do Flamengo, fazendo gol na final em 1992; Marçal, zagueiro, que foi campeão mundial com a Seleção Brasileira de juniores e depois jogou no Atlético de Madrid da Espanha; e Fernando Almeida que foi jogar no futebol de Portugal.

DÉCADA DE 90
O início da década é marcado pelo título do Campeonato Brasileiro da Série C de 1990, sobre o América-MG, tendo o atacante Júlio Cesar como artilheiro da competição, com 10 gols em 10 jogos. É o segundo título nacional do Dragão e o primeiro título de um clube goiano em uma competição organizada pela CBF.

Em 1993 o zagueiro Adnan, da base do Atlético, é convocado para a Seleção Brasileira sub-17 onde joga várias partidas como titular ao lado do futuro campeão Ronaldo Fenômeno.

O Atlético disputa a Série B do Campeonato Brasileiro nos anos de 1991, 1996, 1997 e 1998.

No ano de 1998 o Dragão fatura ainda o título da Copa Goiânia, sendo o Atlético campeão e o Vila Nova vice.

No Campeonato Goiano o time ainda faz boas campanhas em 1992 e 1994 e é vice-campeão em 1991 e 1996.

Nesse período revela os craques da base Lindomar e Romerito, que foram jogar no Corinthians e depois no exterior.

Ao final da década, em 1999, disputa o Campeonato Brasileiro da Série C.

DÉCADA DE 2000
Do ano de 2000 até 2004 o Atlético disputou ininterruptamente a série C do Campeonato Brasileiro, sendo que na edição de 2001 ficou em 4º lugar e teve o artilheiro da competição, o atacante Rodrigo Ayres, com 14 gols.

Em 2002 é do Atlético o artilheiro do Campeonato Goiano, o atacante Rubsen, com 15 gols.

No ano de 2003 atuando pelo Atlético o artilheiro Túlio Maravilha é destaque nacional ao fazer o gol de número 600 de sua carreira.

É também no início dos anos 2000 que o Atlético forma o jogador Dudu em suas categorias de base, craque que depois será multi-campeão com o Palmeiras, chegando a ganhar a Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro em 2018.

Em 2004 o Dragão amarga um ano atuando na 2ª divisão do Campeonato Estadual e após viver momentos de dificuldades e turbulências estrutura seu Centro de Treinamento no Bairro Urias Magalhães.

Em 2005 foi Campeão Goiano da 2.ª divisão e tem reinaugurado o seu Estádio Antônio Accioly.

Em 2006 o Atlético fica com o vice-campeonato estadual.

Em 2007 após 19 anos sem conquistar o Campeonato Goiano, o Atlético vence o Goiás e sagra-se campeão goiano perante 31.088 torcedores pagantes.

Em 2008 o clube ganha mais um título e se torna Bi-Campeão Brasileiro da Série C. Ao fim deste campeonato, o Atlético havia disputado 32 partidas, com 21 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 84 gols-pró e 30 contra, saldo de 54 gols, 68 pontos na classificação geral (15 a mais que o segundo colocado, o Guarani), tendo 13.490 torcedores comparecido ao Estádio Serra Dourada na vitória de 2 a 0 no jogo da celebração do título contra o Brasil de Pelotas. O atacante rubro-negro Marcão, com 25 gols, sagrou-se o artilheiro da Série C 2008.

Em 2009, confirmando de vez a sua ascensão meteórica, o Atlético conquistou o acesso à Série A do Brasileirão com uma vitória por 3 a 1 diante do Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, tendo terminado este campeonato em 4º lugar e garantindo a sua 7ª participação na divisão principal do futebol nacional, que se iniciou em 1965.

DÉCADA DE 2010
O Dragão começou o ano de 2010 conquistando o Campeonato Goiano, ao vencer o Santa Helena, e também fez uma campanha histórica na Copa do Brasil, chegando nas semifinais, eliminando equipes como Bahia, Santa Cruz e Palmeiras. No mesmo ano, o Dragão jogou a Série A do Campeonato Brasileiro vencendo grandes clubes e ficando em 16º lugar.

Em 2011 o Atlético encarou o Goiás na final e conquistou o seu primeiro Bi-Campeonato Goiano e o 12° título da sua história. No Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão alcançamos o 13º lugar, garantindo uma vaga para a Copa Sul-americana do ano seguinte.

Em 2012, jogando a Copa Sul-Americana, o Atlético se classificou para as oitavas de final e enfrentou o time da Universidad Católica do Chile, mas, mesmo ganhando o último jogo, terminou sendo eliminado pela regra do gol fora de casa. Neste mesmo ano, o Atlético teve uma campanha ruim na série A, ocasionando sua queda para a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Foi nessa temporada que se destacou um jogador formado na base, Luciano da Rocha, que depois viria a ser artilheiro da seleção brasileira sub-23 no Pan americano do Canadá. Nomes como Marcão, Pituca, Felipe, Thiago Feltri, Juninho e Anselmo foram importantíssimos para o Dragão nos três anos seguidos na elite do futebol brasileiro.

Em 2014 o Atlético faturou mais título estadual para cima do rival Goiás Esporte Clube, em um jogo emocionante, com gol aos 48 minutos do segundo tempo, do ídolo e zagueiro, Lino.

Em 2016 o Dragão ganhou seu 4.º título nacional, afirmando-se ainda mais como o maior campeão nacional do Centro-Oeste, ao conquistar o Campeonato Brasileiro da Série B. Os rivais Goiás e Vila Nova também participaram da competição.

O Campeonato Brasileiro de 2016 vencido pelo Atlético é, sem dúvida, o título de maior importância já conquistado pelo futebol goiano, pois foi conquistado sobre um dos grandes times do eixo Rio-São Paulo, o Vasco da Gama, de vários títulos nacionais e internacionais.

Em 2017 o Atlético disputa mais uma vez a Campeonato Brasileiro da divisão de elite, em campanha onde destacou-se a joia da base Luiz Fernando, vendido e depois campeão carioca com o Botafogo.

O ano de 2018 para o Dragão foi de retorno para casa. Se no Campeonato Goiano o título não veio, durante todo Campeonato Brasileiro Série B a equipe atleticana figurou entre os primeiros colocados, terminando a competição na 6ª colocação, na trave do acesso.

A Série B de 2018 foi mais especial para o torcedor campineiro devido ao retorno ao Estádio Antônio Accioly. Foram 6 meses de trabalho intenso até a volta da casa atleticana, que reabriu ao público com vitória do Dragão, 1 a 0 sobre o Coritiba.

Outro fator de importância de 2018 foi o ataque do Atlético Goianiense na disputa do Brasileirão Série B. O ataque formado por Júlio César, João Paulo, Junior Brandão e Renato Kayzer foi o mais positivo daquela temporada com 57 gols marcados. Uma verdadeira máquina de balançar as redes!

Se em 2018 o Dragão bateu na trave, a redenção chegou em 2019. Título do Goianão e acesso a Série A garantidos!

O ano de 2019 começou com o Atlético vencendo todos os rivais do Campeonato Goiano. Vitória sobre Goiás e Vila Nova marcaram a campanha do Dragão, que levantou o caneco estadual após 5 anos de jejum. A campanha do Goianão contou com triunfo sobre o Vila Nova na semifinal, com gol de Jorginho, no Estádio Antônio Accioly. A final teve SHOW do Dragão! Goleada sobre o Goiás no primeiro jogo, 3 a 0, e mais uma vitória sobre o arquirrival para fechar com chave de ouro o 13º título regional. O meia Matheuzinho ainda foi eleito o melhor jogador do Campeonato Goiano 2019.

No campeonato Brasileiro Série B, o Atlético confirmou o bom início de ano, fazendo excepcional campanha rumo ao acesso. Das 38 rodadas da Série B, o Rubro-Negro ficou 32 entre os quatro primeiros colocados. O sonhado acesso contou grande destaque do goleiro Kozlinski, dos zagueiros Gilvan e Oliveira, dos meias Moacir, Matheuzinho e Jorginho e dos atacantes Pedro Raul e Mike. O jogo decisivo tinha que ser no Bairro de Campinas! O Accioly recebeu o empate em 0 a 0 contra o Sport, que sacramentou o retorno a Série A e fez a festa da torcida atleticana!

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