HISTORIA DO TIME DO INTERNACIONAL

Fundação
Henrique Poppe foi um dos fundadores do clube. Os irmãos niteroienses José, Henrique Poppe Leão e Luiz Madeira Poppe foram os responsáveis pela criação do Sport Club Internacional.
A maior dificuldade encontrada pelos Poppe, quando se transferiram de São Paulo para Porto Alegre, em 1901, foi a de não encontrarem um clube democrático para a prática do futebol. Na época existiam apenas clubes fechados na cidade (o Grêmio e o Fussball Porto Alegre), privados para aqueles que tinham ascendência germânica.
Em 1909 os Poppe convocaram um grupo de estudantes e comerciários de Porto Alegre para uma reunião, marcada para o dia 4 de abril de 1909, no endereço de número 141 na avenida Redenção (hoje avenida João Pessoa, 1025), com o objetivo de fundar um novo clube de futebol.
Começou assim a história do Sport Club Internacional.
Mais de quarenta pessoas votaram também para a escolha do nome do clube, definido em homenagem ao Sport Club Internacional (São Paulo), então campeão paulista.
Como na época os clubes eram costumeiramente identificados com colônias de imigrantes de determinada
etnia ou nacionalidade (como o Palestra Itália paulista, em relação aos italianos; o Vasco da Gama, em relação ao imigrantes portugueses etc.), o nome “Internacional” tinha por escopo identificar um clube em que
“todos” poderiam jogar, independentemente de origem, raça ou status social.

Notícia sobre a fundação do Sport Club Internacional veiculada no jornal Correio do Povo de 1909

Anos 1910/20 – Primeiros títulos
Inter Campeão do Citadino de 1922.
O Internacional realizou seus primeiros treinamentos já no primeiro mês de fundação, em abril de 1909, num terreno da Rua Arlindo, na Ilhota.
Mas o time nem chegou a jogar ali, ficando no local apenas um ano. As inundações frequentes fizeram com
que fosse logo abandonado o campo da Ilhota.
Atualmente neste local fica a Praça Sport Club Internacional no bairro Azenha. Para marcar definitivamente a rivalidade entre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul, os dirigentes do clube convidaram o Grêmio (já com seis anos de experiência) para disputar o primeiro clássico Grenal da história. No dia 18 de julho do mesmo ano, o Internacional realizou sua primeira partida, no estádio do Grêmio (Baixada), situado no Bairro Moinhos de Vento. O resultado não poderia ser pior para o Inter, perdeu por 10-0 para o Grêmio.
No dia 7 de setembro de 1909, com cinco meses de vida, o Internacional obteve seu primeiro empate contra uma equipe considerada de primeira linha na época: 0-0 contra o Militar Football Club, que no ano seguinte seria o campeão citadino. Mas a primeira vitória viria ainda neste ano, no dia 12 de outubro contra o mesmo Militar, por 2 a 1. Esta foi a primeira de muitas vitórias do clube.
Em 1913, o Internacional conquistou seu primeiro título, e de forma invicta: o do Campeonato Metropolitano de Porto Alegre. Esse feito seria repetido no ano seguinte, em 1914. Apesar dos progressos, o incômodo dos Grenais permanecia e perturbou a vida de colorados até 1915, quando finalmente venceu o Grêmio
por 4 a 1. O dirigente Antenor Lemos gritava de felicidade: “Está quebrado o lacre, esta quebrado o lacre”, repetia sem parar, emocionado. Em julho de 1916, o Inter aplicou mais uma goleada no rival: 6 a 1, já na Chácara dos Eucaliptos. O ponta-esquerda Francisco Vares o grande herói colorado na partida, fazendo
todos os seis gols do Inter.
Nesta primeira fase do Internacional, a importância dos estudantes foi tanta que os campeonatos citadinos vencidos sucessivamente em 1913 a 1916 de forma invicta, e 1917, só foram interrompidos em 1918, por força do surto da febre espanhola. As escolas e as faculdades suspenderam as aulas com receio de contágio
e o Internacional ficou praticamente sem time. A partir da década de 1920, o Inter abriria a sua sede e daria lugar no seu time aos jogadores que pertenciam às muitas ligas que organizavam competições
entre clubes representativos de negros (a famosa Liga da Canela Preta, por exemplo), de funcionários públicos, de funcionários do comércio e de estivadores.
Em 1925, um jogador negro veste pela primeira vez a camisa colorada. Chamava-se Dirceu Alves e atuava na defesa.
O reconhecimento estadual aconteceu em 7 de setembro de 1927, quando o Inter sagrou-se Campeão Gaúcho pela primeira vez, ao vencer o Bagé no estádio da Baixada (antigo estádio do Grêmio) por 3 a 1, em dois tempos de quarenta minutos. Nessa época, o Campeonato Gaúcho era decidido entre o campeão da capital e o campeão do interior.

Anos 1930 – Período de afirmação
Após a criação do Estádio dos Eucaliptos, em 1931, graças ao presidente do clube, Ildo Meneghetti, o clube faria a sua primeira viagem fora do Rio Grande do Sul, e também a primeira fora do Brasil. A ocasião deve-se ao amistoso realizado contra o uruguaio Oriental, no dia 25 de maio em Rivera, no Uruguai.
O Internacional venceu a partida amistosa por 4 a 2. Começa a grande mudança social do clube.
Com o segundo título estadual em 1934, os jogadores já recebiam alguma forma de remuneração para jogar futebol.
O time não era mais formado por tios, primos, filhos, e amigos da família. Estavam em campo jogadores das ligas periféricas, gente mais simples, alguns pobres, e negros. Também foi nesta época que se construía a eterna rivalidade do futebol gaúcho.

Anos 1940/50 – Rolo compressor
O Rolo compressor era um time de craques extremamente ofensivo formado pelo dirigente Hoche de Almeida Barros (o Rocha), quando assumiu a presidência do clube em 1940.
No Rolo, se consolidavam aos poucos as peças de um time de futebol que seria invencível. Houve uns quatro ou cinco rolos, mas o primeiro tem um nome que deflagrou todo o resto: Carlitos, o maior goleador da história do futebol gaúcho, marcando 485 gols.
Quem criou a expressão “Rolo” foi Vicente Rao, o Rei Momo de Porto Alegre, cujo reinado foi de 22 anos (de 1950 a 1972). Jogador do Internacional na década de 1920
(inclusive fazendo parte do grupo de jogadores que conquistou o primeiro Campeonato Gaúcho do Inter, em 1927), acabou sendo inscrito na história do clube como o seu insuperável animador de torcida. Gostava de futebol e da juventude, tanto que foi ele quem criou as primeiras escolinhas de futebol do Internacional.
Aliás, Vicente Rao era um caso de “coloradismo” patológico e fatal: nasceu justamente em 4 de abril, data de aniversário de seu clube do coração. Se divertia em dizer que não havia nascido: foi inaugurado. Rao fazia desenhos dos jogadores do Inter e do time todo, em forma de um rolo compressor, amassando todos os adversários.
Depois, levava suas charges pessoalmente aos jornais. É deste tempo também o surgimento das grandes bandeiras e entradas do time em campo abaixo de foguetes, serpentinas, uma barulhada de sinos e sirenes.
Por iniciativa de Rao, também, surge nesta mesma década prodigiosa a primeira torcida organizada do Internacional e do Estado, denominada “Camisa 12”.
Na década de 1940, a grande equipe do Internacional teve um retrospecto avassalador contra o rival: em 28 Grenais venceu dezenove, empatou cinco e perdeu apenas quatro. Nesta mesma época, conquistou o hexacampeonato estadual (de 1940 a 1945), sendo que em 1942, 1943 e 1945 foi invicto.
O GreNal dos 6×0: De acordo com o livro “A História dos Grenais”, o início da era do “Rolo Compressor” começou a ser marcado num grenal amistoso, válido pela “Taça Martel”, disputado no dia 1 de novembro de 1938, o clássico de número 55. Seria a despedida do craque gremista Luiz Carvalho, e o jornal Correio do Povo daquele dia anunciava o “choque sensacional entre a técnica tricolor e o tradicional sangue colorado”.
Em campo, os “diabos rubros” ganharam do rival por 6 a 0, mas o clássico teve 5 gols anulados pelo árbitro Álvaro da Silveira, alegando que “dois haviam sido feitos com a mão e nos outros três os atacantes estavam impedidos.” Ainda de acordo com o livro de David Coimbra, ao final do jogo houve um diálogo entre “o indignado presidente do Inter Ildo Meneghetti” e o árbitro, nos seguintes termos: “Por que anulaste tantos gols?” “Era muito gol para um grenal” Em 18 de novembro de 1945, o Internacional ganhou o inédito título de hexacampeão gaúcho, na Timbaúva, estádio do Força e Luz, jogando contra o Pelotas. A partir
daí é que o apelido de Rolo Compressor dado por Vicente Rao ganhou fama. Os grandes clubes do eixo Rio-SP apareciam com propostas milionárias, mas os jogadores recusavam-se a sair de Porto Alegre. Era mesmo uma grande família, unidos para sempre e adorados pelos torcedores e imprensa, jamais sendo esquecidos.
O time mais ofensivo de todos os tempos já surgido no Rio Grande do Sul durou praticamente toda a década, e teve um sucessor, o “Rolinho” comandado pelo inesquecível Teté nos anos 1950.

Anos 1960 – Âmbito nacional
O ano de 1967 marca a definitiva entrada do Internacional no cenário do futebol brasileiro. Até ali, apresença de clubes de fora do eixo RJ-SP se resumia a esporádicas presenças na Taça Brasil, um torneio rápido e em fases eliminatórias, instituído em 1959,e que durou até 1968, tendo sido reconhecido recentemente pela CBF como Campeonato Brasileiro; o Colorado participou da edição de 1962, obtendo um honroso 3º lugar,
ficando atrás apenas de Santos e Botafogo. Finalmente, o Torneio Rio-São Paulo foi estendido a dois clubes do Rio Grande do Sul, dois de Minas Gerais e um do Paraná, criando-se o Torneio Roberto Gomes Pedrosa
(ou “Robertão”, também reconhecido como Campeonato Brasileiro). O Inter foi logo se destacando, terminando como vice-campeão do país.
A histórica vitória de 1-0 sobre o Corinthians, gol de Lambari em pleno Estádio Pacaembu, aconteceu no dia 28 de maio de 1967. O Corinthians estava invicto há quinze partidas e parecia imbatível. Essa foi a primeira vitória de um clube gaúcho frente a um clube paulista em São Paulo. Na temporada seguinte, em 1968, o Colorado repetiu o segundo lugar no “Robertão”.

Anos 1970 – Pioneirismo nacional
Dom Elías Figueroa, um dos maiores ídolos do Internacional. Após a criação da Gigante da Beira-Rio em 1969, surgiu um dos maiores times da história do futebol brasileiro: o Internacional de Falcão, Figueroa, entre outros na década de 1970
Em 1974, um feito histórico. O Internacional conquistava o Campeonato Gaúcho com uma campanha
impressionante: 18 vitórias em 18 partidas. O Colorado disputou todo o campeonato sem conhecer outro resultado que não fosse vitória.
No ano seguinte, o Internacional seria o primeiro clube gaúcho a conquistar o Brasil. Após terminar sempre entre os cinco primeiros colocados nos anos anteriores, desde que o Campeonato Brasileiro fora criado, o Inter finalmente era campeão. O primeiro título foi obtido em uma partida emocionante, na vitória por 1-0
sobre o Cruzeiro, no Estádio Beira-Rio. O único gol da partida foi marcado pelo zagueiro chileno Figueroa. Este gol tornou-se conhecido como “gol iluminado”, pelo fato de ter surgido um facho de luz do sol
exatamente onde Figueroa subiu para cabecear a bola para o fundo da rede adversária.
Em 1976, o Internacional conseguia outra façanha inédita nos pampas. O Colorado conquistava o
Octacampeonato Gaúcho (69 a 76), a maior série de títulos consecutivos de campeonatos estaduais no Rio Grande do Sul (e uma das maiores do Brasil), quebrando o recorde do rival, o qual havia alcançado a marca de sete títulos consecutivos em 1968. Em nível nacional, o Inter conquistou mais um título nacional, ao bater o Corinthians por 2-0 no Beira-Rio. Os gols foram marcados por Dario (que terminaria como artilheiro da competição, com 16 gols marcados) e Valdomiro.
Nenhum dos feitos colorados de até então se igualaria ao que estava por vir. No ano de 1979, o Internacional sagrou-se Campeão Brasileiro pela terceira vez. Desta vez, porém, de forma invicta (algo que nenhum outro clube do País conseguiu repetir até hoje).
Na partida decisiva, no Beira-Rio, vitória colorada sobre o Vasco da Gama
por 2 a 1 (gols de Jair e Falcão para o Inter, e Wilsinho descontando para o Vasco), depois de ter vencido o time carioca na primeira partida da final em pleno Maracanã pelo placar de 2-0 (dois gols de Chico Spina).
Em 1980, o Internacional alçaria voos mais altos. Não bastasse ter sido o primeiro time gaúcho a disputar a Taça Libertadores da América, em 1976, o Inter seria também o primeiro a chegar na final da competição sul-americana. O adversário da decisão era o Nacional de Montevidéu. Após um empate frustrante em zero a zero no Beira-Rio, o Inter perderia o título ao ser derrotado com um magro 1-0 no Uruguai, gol de Waldemar Victorino.

Anos 1980/90 – Tempos difíceis
Os anos 1980 foi um período de poucos títulos para o Internacional. Mesmo assim, forneceu praticamente todo o time (nove dos onze titulares) da Seleção Brasileira
que disputou as Olimpíadas de 1984, alcançando uma inédita medalha de prata em Los Angeles. Destaque também para a conquista do Troféu Joan Gamper, em Barcelona,
no qual o Internacional eliminou o poderoso Barcelona (que anos mais tarde viria a ser o adversário da maior conquista da história do clube) de Maradona e venceu
o inglês Manchester City na final, por 3 a 1. Obteve um Tetracampeonato Gaúcho (de 1981 a 1984). No cenário nacional, o clube conquistou o Torneio Heleno Nunes em
1984 e chegou a duas finais consecutivas do Campeonato Brasileiro (1987 e 1988).
O clube passou por graves crises na década de 1990. O ano de 1992 foi uma exceção: o Colorado conquistava o inédito título da Copa do Brasil. A final dramática no
Beira-Rio foi contra o Fluminense. O Inter venceu a partida com um polêmico pênalti ocorrido aos 42 minutos do segundo tempo, convertido pelo zagueiro Célio Silva.
Nessa década, o Internacional ainda obteve quatro títulos gaúchos (1991, 1992, 1994 e 1997). Após boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1997, no qual terminou
na terceira colocação, o Internacional viveria um dos piores momentos de sua história em 1999, quando esteve ameaçado de ser rebaixado para a Segunda Divisão
nacional. O Colorado escapou do rebaixamento apenas na última partida do Campeonato Brasileiro daquele ano, com um gol do ídolo Dunga sobre o Palmeiras de Luiz
Felipe Scolari, no Beira-Rio, garantindo a permanência do clube gaúcho entre as principais equipes do futebol brasileiro.

2002/2007- A Tríplice coroa
Equipe finalista da Copa Libertadores da América de 2006.
O Sport Club Internacional, conhecido como “Celeiro de Ases” por ser um dos principais formadores de jogadores no Brasil, resolveu apostar em sua categoria de base
para uma nova era de conquistas, no início de Século XXI. O clube revelou grandes jogadores ao futebol brasileiro e mundial nos últimos anos, como Lucio, Fábio
Rochemback, Daniel Carvalho, Nilmar, Rafael Sóbis e Alexandre Pato.
Após uma nova ameaça de rebaixamento em 2002, novamente livrando-se da queda apenas na última partida (desta vez fora de casa, contra o Paysandu, em Belém), o
Internacional recuperou a hegemonia do futebol gaúcho, com a conquista de quatro estaduais consecutivos (2002, 2003, 2004 e 2005).
Sob o comando do presidente Fernando Carvalho, o Inter voltou a disputar competiçőes sul-americanas, depois de um longo tempo afastado do cenário internacional.
Na Copa Sul-Americana, o Colorado fez boas campanhas. Em 2004, chegou nas semifinais, sendo derrotado pelo Boca Juniors da Argentina e, em 2005, após passar por
São Paulo e Rosario Central (o clube argentino ostentava uma invencibilidade de 40 partidas contra equipes estrangeiras em casa, até ser derrotado pelo Internacional
em seu estádio), o Inter cairia novamente diante do Boca Juniors. A experiência adquirida na Copa Sul-Americana serviu para que os jogadores, em sua maioria mantidos,
pudessem encarar um desafio ainda maior: a Copa Libertadores da América.
A vaga para a principal competição sul-americana seria alcançada em 2005, através do Campeonato Brasileiro; nesta competição foram anulados onze jogos por uma
denúncia de manipulação de resultados envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho; o Corinthians disputou novamente duas partidas que havia perdido e ultrapassou
em pontos o Internacional.
No ano seguinte, o clube perderia o Campeonato Gaúcho para o maior rival, mas conquistaria um grande título internacional. Treinado por Abel Braga, o time colorado sagrou-se campeão da Copa Libertadores, no dia 16 de agosto de 2006. Mais de 57 mil torcedores lotaram o Beira-Rio para assistirem ao emocionante empate em 2 a 2 contra o São Paulo (campeão mundial em 2005), colocando assim o clube colorado na galeria dos campeőes da Libertadores, tornando-se o segundo time no sul do Brasil a conquistar este título. Os gols do Inter foram marcados por Fernandão e Tinga, enquanto Lenílson e Fabão fizeram os gols do time adversário. O Inter jogou desde os 27 minutos do segundo tempo com um jogador a menos, após a expulsão de Tinga. No primeiro duelo das finais, no Morumbi, o Internacional havia vencido por 2 a 1, numa grande atuação de Rafael Sóbis, que marcou duas vezes.
Com a vaga garantida no Mundial de Clubes da FIFA, o Inter manteve a boa fase no Campeonato Brasileiro. Mesmo tendo utilizado o time reserva em boa parte da competição, o grupo colorado conseguiu terminar na vice-liderança.
No dia 17 de dezembro, o Internacional foi campeão do Mundial de Clubes da FIFA, o maior título do clube, ao novamente enfrentar e vencer, em Yokohama (Japão),
o Barcelona. O clube espanhol era considerado favorito por grande parte da imprensa mundial, vinha de uma goleada na partida anterior e ainda contava com
Ronaldinho Gaúcho (duas vezes eleito o melhor jogador do mundo) no elenco, enquanto o Internacional teve dificuldades para vencer o egípcio Al-Ahly por 2 a 1, com
gols de Alexandre Pato e Luiz Adriano. Porém, o Internacional levou a melhor, vencendo a partida por 1-0. O gol foi marcado por Adriano Gabiru, jogador contestado
pela torcida, que saiu da reserva para fazer o gol mais importante da história do Clube. Na chegada à Porto Alegre, o time colorado foi recepcionado por milhares
de torcedores, do aeroporto até o trajeto ao Beira-Rio, que se encontrava lotado para recepcionar os campeões.
Em meio a tantas vitórias, o Internacional teve um mau início de temporada em 2007. Porém, para fechar com chave de ouro este ciclo vitorioso, no dia 7 de junho
de 2007 o Inter conquistou a Recopa Sul-Americana diante do Pachuca do México, pelo placar final de 5 a 2. No primeiro jogo, no estádio Hidalgo, a equipe não teve
uma boa atuação e foi derrotada por 2 a 1. Alexandre Pato abriu o placar, mas Gimenez, com dois gols, virou para o time mexicano. Na segunda partida, apoiado por
mais de 51 mil torcedores que lotaram o Beira-Rio, o Inter venceu o adversário pelo placar de 4-0 – a maior goleada da história da competição. Alex, de pênalti,
Tinga, Alexandre Pato e Mosquera (contra) marcaram os gols. Depois de erguer as taças da Libertadores e do Mundial de Clubes da FIFA em 2006, o Inter vencia a
Recopa e garantia a inédita Tríplice Coroa Internacional.

2008 – Campeão de tudo
No começo do ano de 2008, o Internacional participou da Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Em sua
partida de estreia, o clube venceu o Stuttgart, da Alemanha, por 1-0 (gol de Alex) e classificou-se para as finais da competição.[15] Na decisão, o Colorado derrotou a forte equipe italiana da Internazionale de Milão
por 2 a 1 (gols de Fernandão e Nilmar, o último com um gol de bicicleta) e conquistou o título.
No mesmo ano, o clube foi campeão do Campeonato Gaúcho, após dois anos sem conquistar a competição. Na primeira partida da decisão, o Colorado foi derrotado pelo Juventude por 1-0, em Caxias do Sul.
Na partida decisiva, no Beira-Rio, um placar histórico: 8 a 1 para o Internacional, com três gols de Fernandão e os demais assinalados por Danny Morais, Dois de Alex,Índio e até mesmo pelo goleiro Clemer (de pênalti, no final do jogo). A vitória rendeu ao clube o 38° título e consolidou o Internacional como o maior vencedor da história do Campeonato Gaúcho.
No fim do ano, o Inter ainda obteve um título inédito para o futebol nacional: a Copa Sul-Americana de 2008, da qual fora campeão invicto, com cinco vitórias e cinco empates. Foi o quarto título internacional
oficial do clube: Libertadores, Mundial, Recopa e agora, Sul-Americana, este último nenhum clube brasileiro havia conquistado. Com isto, o Internacional tornou-se, ao lado do Boca Juniors, da Argentina, um dos dois clubes a possuir todos os títulos oficiais que um clube da América do Sul pode almejar.
Ainda em 2008, o clube lançou uma campanha visando alcança cem mil associados até a data seu centenário do clube, em abril de 2009. Essa marca só seria alcançada em julho de 2009.

2009 – Centenário
O Internacional iniciou o ano de seu centenário conquistando o Campeonato Gaúcho de forma invicta,
vencendo o turno (Taça Fernando Carvalho) e o returno (Taça Fábio Koff), sem a necessidade de disputar a final. Porém, perdeu três títulos. A Copa do Brasil, em cuja final chegou, mas perdeu para o Corinthians, e a Recopa Sul-Americana, a qual foi derrotado pela LDU de Quito.
Em julho de 2009, o clube aingiu a meta dos cem mil sócios, tornando-se o sexto entre os clubes com maior número de associados no mundo.
Em 5 de agosto de 2009, o Internacional conquistou a Copa Suruga Bank, disputada no Japão. A decisão foi contra o clube japonês Oita Trinita e o colorado venceu por 2 a 1, com gols de Alecsandro e Andrezinho.
Em 6 de dezembro de 2009, o Internacional perderia o terceiro título do ano. Encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro como vice-campeão, sendo o Flamengo campeão. Para obter o título brasileiro o Internacional necessitava, na última rodada, vencer sua partida contra o Santo André ocorrida no estádio Beira-Rio e dependia de um resultado paralelo. Torcia para que seu maior rival Grêmio vencesse ou
empatasse sua partida contra o Flamengo, ocorrido no estádio Maracanã.
O Internacional venceu o embate, mas o Grêmio acabou sendo derrotado. Com estas combinações o Internacional ficou em segundo lugar na classificação final, tornando-se vice-campeão. Com esta colocação obteve classificação direta à Copa Libertadores da América de 2010.

2010 – Bicampeonato da Libertadores
O Internacional começou a Libertadores com o técnico uruguaio Jorge Fossati, que mesmo tendo levado o Internacional até às semifinais da Libertadores gerava desconfiança por parte da torcida colorada, após atuações abaixo da média.
O Inter se aproveitou da parada para a Copa do Mundo e substituiu Fossati por Celso Roth, que inicialmente também não agradou uma boa parte da torcida, porém, mesmo com pouco tempo de trabalho, Roth mostrou resultado nas primeiras partidas do Campeonato Brasileiro que antecediam a semifinal da Libertadores contra o São Paulo, era um jogo sem favorito, pois eram dois dos melhores times do Brasil, porém quem levou a melhor foi o Inter, ganhando o primeiro jogo em casa, classificação antecipada para o mundial da Fifa nos Emirados Árabes e garantindo a vaga na final no segundo jogo.
O Internacional passou para a final e enfrentou o Chivas Guadalajara, o Chivas, que por ser um time da Concacaf, não representaria a Conmebol no Mundial de Clubes 2010 caso derrotasse o Inter, e por consequencia, conquistasse a Libertadores, o que não ocorreu. Logo, o Internacional sagrou-se bicampeão da américa.
O Internacional venceu os dois jogos da final, o primeiro fora de casa no Estádio Omnilife, com uma virada triunfante e deixando o clube a um empate da segunda Libertadores de sua história, mesmo precisando de apenas um empate no jogo da volta no Beira-Rio, o Internacional venceu o jogo por 3 a 2 e sagrou-se bicampeão da américa, fazendo também com que Roth ganhasse seu primeiro título importante após anos de carreira. No mundial de clubes, o Inter que fizera festa antes de embarcar para Abu Dhabi, perdeu perdeu para o TP Mazembe, equipe da Republica Democrática do Congo, se tornando a primeira equipe sul-americana a não estar presente em uma final de mundial.

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